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Pois é…

Interrompo o normal fluxo de posts, até porque o tempo tem escasseado e transporta o Mau Feitio para o mundo das futilidades, para revelar três desenvolvimentos importantes.

1- Hoje o estranho indivíduo devolveu-me, não 5, mas 10€. Eu não tinha troco e ele insistiu, pedindo-me desculpa por ter demorado tanto tempo e agradecendo-me por ter sido tão simpática. Prostrou o olhar, confessou-me que tinha problemas… Entretanto a senhora da imobiliária informou um vizinho que o senhor é incapacitado a 90% e assinou um contrato com o auxílio do Estado belga. Uma insuficiência qualquer no coração. Não sei desde quando os problemas cardíacos passaram a ser sinónimo de doenças mentais… Há muito que todos percebemos o que se passa, não entendo por que razão as pessoas têm que ser tão preconceituosas. Adiante. Desta vez o espécime contou-me que tudo no seu apartamento foi roubado. Parece que convidou um “amigo” para tomar chá e comer uma sopa e puff. Não sei se é verdade, nem me interessa. O senhor tem, claramente, um certo desequilíbrio mental e uma propensão para inventar histórias mirabolantes. Talvez um dia lhe peça uma contribuiçãozinha aqui para o Mau Feitio. O certo é que enquanto não interferir negativamente na vida das outras pessoas não vou considerá-lo um verdadeiro problema. Afinal bastou-me aguardar pacientemente e o estranho caso do professor da Tailândia resolveu-se por si. Posto isto:

Vil 1 – 0 Coca-bichinhos

2- O perfume que comprei, coca-bichinhos, foi: Orange, Hugo Boss. Ninguém percebeu a dica da Sienna Miller, o que prova que a vossa capacidade para ler nas entrelinhas e utilizar recursos potentíssimos como são os motores de busca e a Internet precisa de ser melhorada com urgência. À falta de melhor, e visto que ninguém acertou, fiquem com ela (a propósito, a música também tem a sua pinta).

Vil 2 – 0 Coca-bichinhos :D

3- A propósito do lixo… Este foi o e-mail por mim enviado a todos os residentes:

Hi,

I have seen a black bag downstairs once again. It’s really annoying to always have garbage on the entrance of our building. The problem is that if you don’t use the official bags, your garbage won’t be collected. The official garbage bags can be bought at the City shop and also several supermarkets and stores.

GREEN for organic waste
BLUE for plastic bottles and flasks, metal packaging and drink cartons
BROWN for all the rest (except glass and paper and cardboard, among other specific waste)

Each type of bag has its own collection day and we are expected to put the correct bags outside the building until 6 or 7 a.m. of the corresponding collection day:

Tuesday – BROWN
Wednesday – BLUE + paper & cardboard (inside a carton box or tied together with a rope)
Friday – GREEN

I have attached two documents: one with all the instructions on how to proceed with the garbage, and another one containing a 2009 calendar with the collection days for each kind of garbage. I hope this is of help to you.

Cheers,
[e]vil

Depois disso, recebi esta deliciosa pérola:

Hi,

We do not think the real problem is that the bag downstairs is black. We think the real problem is that this bag is downstairs for almost a week AGAIN – this time without a blue one. About the bags – can somebody tell me where is this City shop and which and where are these shops where we can buy brown bags?

Thank you.

B and Z

Ora, ninguém disse que o problema era o saco ser preto. Embora de facto a cor represente um problema e seja o principal motivo para o saco permanecer na entrada. Visto que sendo um saco não oficial, não é recolhido pelos serviços municipalizados. Quanto à morada da City shop, estava num dos pdfs que enviei como anexo (ambos continham uma página cada). Por acaso também mencionei os supermercados como pontos de venda dos sacos. Existe um a 1 minuto do nosso prédio.

E é assim. A estupidez e a preguiça foram claramente distribuídas de igual forma por todas as nacionalidades e, infelizmente, não escolhem idades.

Lixo

Calendário de recolha 2009

Calendário de recolha 2009

Instruções 2009

Instruções de separação 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ratos, animais selvagens, cuecas rotas, sonhos. E agora lixo. Sim, vou arrastando este blog pela lama enquanto vocês batem palmas. :D

A separação do lixo em Leuven é uma operação engraçada. O cidadão adquire sacos de plástico coloridos. Verdes, azuis e castanhos a 0.40€, 0.25€ e 1€ por unidade, respectivamente. Distribui os detritos da sua labuta semanal por cada um: resíduos orgânicos no verde, embalagens no azul e tudo o resto no castanho, excepto vidro, papel, têxteis, metal e outras especialidades com instruções próprias. Existe um calendário com os dias de recolha de cada tipo de lixo, sendo que os respectivos sacos devem ser colocados no exterior na véspera da madrugada correspondente. Castanho às terças, azul e papel às quartas, verde às sextas.

Ora, como poderão imaginar os produtos orgânicos não se coíbem de iniciar a decomposição apenas por permanecerem no interior de um fantástico saco verde e no final da semana o odor que emanam é absolutamente asqueroso. Para agravar a situação o saco verde de tamanho pequeno é enorme para uma pessoa só o que faz com que todas as semanas desperdice cerca de 95% da sua capacidade, pois dado o cheiro pestilento é impossível fazê-lo sobreviver no mesmo espaço que eu até à semana seguinte. Ou ele ou eu. E digamos que ainda não estou psicologicamente preparada para ser assassinada por meio litro de alimentos podres.

Acontece que existe um certo e determinado espécime sobredotado no meu edifício. Tal criatura adquiriu apenas sacos pretos onde insiste em colocar todo o lixo que produz. Sempre que a quantidade de resíduos atinge o limite, o ser desce e deposita o saquinho na entrada do prédio, independentemente do dia da semana. Escusado será dizer que os sacos não oficiais não são recolhidos pelos serviços do município e importa ainda salientar que a lei prevê coimas para quem simpaticamente opta por não a respeitar.

Por motivos de força maior não pude marcar presença na reunião de residentes da semana anterior. Consta que o espécime abanou os bracinhos no ar, extremamente orgulhoso das suas façanhas, quando alguém lançou a questão do mistério do saco preto (não confundir com o saco azul, porque nesse valores mais altos se levantariam). Ninguém nasce ensinado, não é verdade? Lá explicaram à criatura, tintim por tintim (ah, como eu gosto do tintim por tintim :D ), o procedimento. Pois que lamentava o sucedido e iria alterar a sua conduta, afirmou. O certo é que dois dias depois já a entrada do prédio possuía um novo inquilino.

O plano que delineei passava por deixar o mono preto à entrada do apartamento da ave rara, acompanhado de uma simpática nota. Não consegui descobrir o habitat da criatura. Sendo assim, passei à estratégia alternativa: e-mail a todos os residentes com as instruções, o calendário de recolha e um par de linhas bem escritas com mensagens apelativas e condescendentes (ou não!) e voilà.

Coca-bichinhos

Olá coca-bichinhos.

Desde ontem que se abatem toadas de chuva e vento sobre Leuven e eu adoro tempestades. Gosto de sentir o contraste da pele quente contra o ar gélido que me massaja os cabelos e me descobre a cara. Até as grossas gotas de água são apetecíveis. Brinco com elas.. Fujo, descobrem-me sempre. Aconchego o felpo, ajeito o cachecol. Troco a bicicleta pelo autocarro. Continuam a bater nas janelas, como se quisessem chegar até mim. O ar assobia e uiva nas frestas. As árvores dançam. Confortável e serena, aperto a caneca de café entre os dedos… As tempestades amaciam-me, reduzem-me à minha pequenez. :-) I am a distant dreamer!

Ó coca-bichinhos que vagabundeiam aqui pelo estaminé… Não vos parece que vai sendo altura de se mostrarem? Sei que os ouriços (vocês) são animais tímidos, mas acreditem que não é necessária tamanha cerimónia. Há semanas estive em amena cavaqueira com um dos estimadíssimos leitores do Mau Feitio. Dizia-me ele que da primeira vez que pisou este chão maldito terá recuado intimidado. Entretanto o trauma esfumou-se e agora não só visita como até comenta. Queria perguntar-vos, coca-bichinhos, se também sofrem do mesmo mal.

Queria também explicar-vos, coca-bichinhos, que aquilo que cometem é uma atrocidade. Sendo eu uma pessoa assaz sensível, agasta-me desmesuradamente esta incerteza de ver desfilar centopeias de IPs e não lhes conseguir atribuir caras, palavras ou gestos. No entanto, tenho apreciado o vosso crescente interesse e participação e tenho um pequeno exercício para vos propor. Brincadeira simples. Como saberão, devido a recentes acontecimentos circunstanciais, este fim-de-semana tive que empreender uma visita a alguns estabelecimentos comerciais em busca de veneno para ratos. Acontece que também me pareceu que os elásticos das cuecas estavam lassos e as meias rotas (ó vil, quem ler isto até vai pensar que andas por aí feita vagabunda… e então? existe um número muito reduzido de pessoas que realmente me conhecem. só a opinião dessas interessa.). E o perfume praticamente esgotado. Assim sendo, decidi tomar medidas drásticas e ir às compras, essa tarefa odiosa.

Portanto, para além do veneno para ratos, tenho um perfume novo. O vosso árduo encargo será adivinhar qual. Poderão também explorar ambientes e descrever o tipo de perfume que eu supostamente poderia apreciar e explicar porquê. Aceitarei se adivinharem apenas a marca. Cada indivíduo terá três oportunidades. Vejamos quão bem me conhecem através do Mau Feitio. Surpreendam-me. Anónimos, amigos, estranhos… Enfim, todos os coca-bichinhos estão intimados! :D

O rato

Por SMS
Vil – Diz-me uma coisa… Onde posso comprar veneno para ratos?! Não te rias!
João Ratão – Não faço ideia. Numa drogaria, senão no Match talvez. Digo eu… Não me vais dar veneno, pois não?

Mais tarde…
João Ratão – Mata o rato com a colher de pau.
Vil – Xiu. Isto ainda vai dar pano para mangas. Amanhã vou ver se compro o veneno. Duvido que o apanhes. Ele só aparece quando está tudo mais do que sossegado. Por isso é que preciso do veneno.
João Ratão – Queijo, uma lata e um pau com um fio amarrado ao queijo.
Vil – Bah. E depois tenho que tocar no bicho. Não não. Veneno, que é para morrer logo. E quando eu lá for já está morto.
João Ratão – Usas um pequeno cartão para base e depois é só usares a criatividade.
Vil – Sim, mas corro o risco de ele se evadir. E isso não é uma opção.
João Ratão – Se ele ficar fechado numa caixa muito tempo, fica sem ar. Ficando sem ar… morre! :D
Vil – Pobre bicho. Prefiro que morra logo.
João Ratão – Com o veneno não morre logo.
Vil – Vá, pronto. Daqui a pouco deixo de o querer caçar e isso não pode ser, porque depois rata os sacos do lixo todos e eu é que me lixo.
João Ratão – Lixo com lixo dá algo bom, ou não? Pelo menos, menos com menos dá mais. Será que há associação?
Vil – Sim, mas neste caso não é uma multiplicação.
João Ratão – Well done!

As últimas três linhas denunciam logo o background dos indivíduos. É tão triste ser-se engenheiro, não é? :-P Pois que agora tenho um rato a rondar o meu casulo. A sua preferência são os sacos do lixo, onde todos os dias encontro buraquinhos novos. Vai haver guerra! :D

FIFA WC 2010

Hoje os vídeos estão em links. Sei que clicar para abrir o YouTube numa nova janela vos poderá provocar uma hérnia, mas de outro modo este post ficaria nojento.

Estou em maré de imagens, que esta equipa não me deixa grandes alternativas. É só prestações sofríveis. Bem, ontem faltei à reunião de residentes do meu prédio (enviei e-mail com as respectivas notas a abordar, atenção, não venham por aí apelidar-me de irresponsável) para isto. Estes comentadores são o máximo. Gosto particularmente do “Ui ui ui”.

Depois fui espreitar a França, que é o meu ódio de estimação. Vá-se lá entender porquê. :-P E foi isto. Note-se a classe com que Thierry Henry afaga a bola com a mão. Isto sim, é um grande momento de handball. Perdão, football. Lá me fugiam os dedos para a verdade. Os praticantes de marcha não são desclassificados quando descolam ambos os pés do chão por três vezes? Pois. Para além disso, a expulsão da França por uma mão na bola é uma vingançazinha assim catita por que espero desde o Euro 2000.

Bem… Finalmente visitei o site do campeonato do mundo (FIFA World Cup 2010) e descobri algo que me intrigou e que talvez me consigam explicar. Vós, gurus da bola ou simples leitores de jornais desportivos e eventuais treinadores de bancada. Atentem nestes pequenos mapas. Se estiverem com pressa, avancem para os dois últimos. Os outros quatro são apenas para enganar. O que é eu vejo? A Austrália a jogar na zona Ásia! A Austrália não pertence àquele continente pequenino que se designa Oceânia? Aliás, a Austrália não é o país com maior área desse mesmo continente? Pois é. E porque é que a Austrália joga na zona Ásia e não na zona Oceânia? Cheira-me a esturro. Como diria o senhor Pessa: “E esta, hein?”.

África

África

Europa

Europa

A. Norte e Central

América do Norte e Central

América do Sul

América do Sul

Ásia

Ásia

Oceânia

Oceânia

O corcunda de Notre Dame…

… ou o cusco do meu vizinho?

Higiene, não?

Uma ASAE aqui para este pobre povo belga, não se arranja? Qualquer coisa, sei lá.

Eu bem disse que este hábito de deixar tudo quanto é animal de estimação frequentar todo o tipo de estabelecimento comercial, incluindo locais até onde a raça humana se desloca para trincar e deglutir, não podia dar bom resultado. Sempre avisei que aqueles comportamentos das senhoras da pastelaria (cadeia de pastelarias importante, atenção, não falo da pastelaria da esquina!) não eram adequados. Aquilo de tocar na caixa registadora e manusear o dinheiro com as mãozinhas nuas, que depois fazem questão de utilizar também para caçar bolos e preparar sandes… É sem dúvida promissor, se considerarmos o objectivo de dispersar o máximo de estirpes de bicheza pelos produtos alimentícios.

Não sou esquisita, a sério que não sou. Nem é meu hábito sequer ter pudor em resgatar comida que me resvala para o chão. Agora, meus caros cidadãos, gente intelectualmente desenvolvida e civilizada, mãozinhas de outras pessoas é que não. Isso é que é um tremendo nojo. Até o focinho dos meus cães prefiro beijar.

Curioso que me encontro precisamente no país onde está instalada a Comissão Europeia. Parece, no entanto, que algumas normas europeias são apenas para serem implementadas e respeitadas por países que se encontram longe do centro de decisões, onde estas situações acontecem sob os narizes dos excelentíssimos senhores deputados. Existe imunidade para alguns Estados ou é apenas desinteresse e desleixo na fiscalização?

Mas riam-se de mim quando eu repetia as minhas lengalengas. Riam, não riam? “Ó vil, és cá uma doida.” E isto e aquilo. O certo é que a mim não me surpreende que um amigo meu, acometido de febre e repleto de ampolas vermelhas na face, decida consultar um médico (belga, pois então!) e este o informe sem pestanejar e com a maior naturalidade deste mundo: “Isso é uma infecção provocada por um vírus. É comum acontecer. Geralmente propaga-se através dos copos mal lavados em bares.”.

Século XXI, Europa desenvolvida. Copos mal lavados? E máquinas de lavar, existem? Aqueles aparelhos fofinhos que enxaguam a loiça a temperaturas elevadas e destroem a camada de proteínas que envolve os malfadados vírus, exterminando-os num ápice? Pois é, elas existem, que eu sei. E se as utilizassem?! Há quatro anos, vi eu com estes meus olhos perscrutadores, um empregado de um bar lavar copos à mão, apenas mergulhando os ditos numa tina com água e sabão… Será que vamos regressar ao tempo em que os marinheiros morriam de escorbuto e as crianças tombavam que nem tordos por falta de higiene? Pensava eu que se quisesse uma doença destas teria que desembolsar uma viagem a África ou assim. Afinal a oportunidade estava aqui tão perto.

Só com a sugestão até já sinto um ligeiro prurido. Se eu ficar doente, alguém se disponibiliza para me preparar um xarope de cenoura? Não? Eu logo vi. Interesseiros!

Das mortes prematuras

Será utópico esperar que alguém que se aproximou de nós por vontade própria e de repente deseja afastar-se por qualquer motivo, nos informe sobre tal facto e apresente uma justificação contundente? Por mais ridícula e estapafúrdia que possa parecer, por muito que possa magoar um, outro ou ambos?

Finalmente compreendo aquilo que as famílias sentem enquanto aguardam a descoberta do corpo de um ente querido que morre de forma trágica, surpreendente e inesperada. Existe toda uma panóplia de possibilidades a explorar pelos nossos neurónios laboriosos, suportada por aquele sentimento que nos é tão caro, a esperança. Suores frios. Insónias. Imaginação fértil, sonhos desmesurados. Estremecimentos na coluna vertebral. Mas sejamos realistas. O que acontece nesses casos é que o indivíduo mais directamente envolvido no assunto e potencialmente detentor de conhecimento de causa, terá sido recambiado para paragens devidamente incógnitas (anjinhos, céu, outra vida… optem pelo que mais vos aprouver) ou encontra-se comprovada e visivelmente incontactável.

Certas pessoas por vezes decidem morrer para os outros. Por mim tudo bem, cada um sabe de si e eu venero quem consegue ser clarividente e racional em cada momento da sua vida, seleccionando aquilo que mais lhe convém ou pensa convir aos outros. O extraordinário é que, ainda que vivos, alegres possuidores de saúde física e mental e perfeitamente capazes de se exprimir, alguns desses indivíduos decidam baseados numa qualquer razão obscura que os outros não são criaturas dignas de serem informadas sobre a sua vontade ou resoluções.

Os silêncios são sempre fomentadores da dúvida alheia. Alimentadores de sonhos. Criadores de conjunturas inimagináveis. Os silêncios podem ser ensurdecedores. Todos sabemos, cliché. Mas o barulho dos silêncios é apenas um eco dos nossos próprios medos e fantasmas. Larga os pensamentos à deriva e transporta-nos por divagações extraordinárias.

A minha opinião sincera e sem subterfúgios sobre este tema é a seguinte. Em primeiro lugar, uma interacção é uma relação que implica pelo menos dois seres. Para que tais seres se mantenham conscientes do poder e do querer que desenvolvem sobre o outro é necessária comunicação, caso contrário o sinal extravia-se ou é completamente invadido por ruído e o entendimento cessa de forma abrupta. Por último e não menos importante, independentemente de podermos certo dia acordar mal dispostos e passarmos a considerar o outro a criatura mais desprezível à face da Terra, talvez seja importante lembrarmo-nos que esse alguém nos merece respeito, mesmo que apenas por aquilo que outrora representasse ou até porque é um ser humano.

Neste contexto uma confirmação e resposta desprovida de ambiguidade, mesmo se inconsequente, fica sempre bem. Ou será que o objectivo consiste em deixar o outro ensandecer em busca de uma explicação que possuímos mas não pretendemos partilhar? Pode ser engraçado… Uma brincadeira de mau gosto, vá. De um mau gosto incrível. A bem dizer, insuportável.

Ai, estas minhas ideias liberais.

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Thai prof (take II)

Serve este post para divulgar os resultados da votação sobre o professor de Inglês na Tailândia. Não há muito para analisar. Como se esperava, fui roubada. O dito não apareceu para jantar, muito menos para devolver o dinheiro. O curioso é que o sujeito até se deu ao trabalho de me dizer onde morava. Das duas uma, ou é parvo ou está absolutamente certo de que não o importunarei mais com este assunto. Pode ser que um dia destes o vá visitar ao 2º andar e leve uns amigos para conversarmos um bocadinho e quiçá, esse assunto venha à baila. Claro que apenas eu para acreditar que o dito devolveria os 5€. Faz parte de mim, esta capacidade de encaixar desilusões e continuar a acreditar que as pessoas nasceram todas boazinhas e respeitadoras.

Venha o próximo! :D

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